quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Câmara de Alfândega da Fé afasta professor acusado de pedofilia em Alijó

«Um professor de música do primeiro ciclo de Alfândega da Fé foi hoje afastado do lugar por imposição dos pais que recusam o contacto com as crianças depois da notícia de que o docente estará acusado de pedofilia.


"A partir de amanhã vai ser substituído por outro professor", disse à Lusa a presidente da Câmara, Berta Nunes, a responsável pelas atividades extra curriculares, ao abrigo das quais o docente dava aulas de música ao primeiro ciclo.



De acordo com a autarca, o professor foi também rejeitado no grupo de música ORFF, uma atividade da responsabilidade da associação de pais que decidiu suspender o grupo depois das notícias sobre o professor que acompanhava as crianças e jovens.



O professor de música reside em Mirandela e estará acusado pelo Ministério Público de alegados abusos sexuais sobre cinco alunas, com idades de nove e dez anos, de uma outra escola onde deu aulas no ano letivo de 2008/2009, no concelho de Alijó, Distrito de Vila Real, segundo noticiou recentemente o "Jornal de Notícias".


"Na câmara, fomos completamente apanhados de surpresa"


O docente acompanha os alunos de Alfândega da Fé desde o anterior ano letivo e, segundo a presidente da Câmara, "nunca houve uma queixa".



"Na câmara, fomos completamente apanhados de surpresa", disse a autarca que entendeu que "a obrigação da câmara era ouvir os pais, até porque podia criar-se uma situação insustentável que era o professor estar a dar aulas e não ter alunos".



A autarca ouviu hoje os pais e decidiu acatar a decisão de não quererem que o professor de música continue a dar aulas.



A colocação de professores nas Actividades Extra Curriculares das Escolas é feita por um concurso diferente do concurso nacional de colocação de docentes e são as autarquias que pagam aos professores destas atividades, sendo depois reembolsadas pelo Ministério da Educação, segundo explicou a autarca.»


in Expresso online, 27-10-2011

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Alijó: Professor acusado de pedofilia em escola primária continua a dar aulas na região

«Um professor de Música vai ser julgado em Alijó por alegados abusos sexuais sobre cinco alunas suas, com idades entre os 9 e os 10 anos. Os factos terão ocorrido numa escola primária, no ano lectivo de 2008/09. O suspeito continua dar aulas na região de Trás-os-Montes.


- Escola de Pegarinhos -

O docente, de 50 anos, professor de Educação Musical, natural de Paredes mas a residir em Mirandela, foi acusado pelo Ministério Público (MP) de Alijó de cinco crimes de abuso sexual de criança e um de maus-tratos. Segundo a acusação, a que o JN teve acesso, o professor, contratado em 2008 pela Câmara de Alijó, no âmbito de actividades de enriquecimento curricular, e colocado na Escola EB1 de Pegarinhos, terá abusado de cinco alunas da mesma turma.»


 in JN online, 25-10-2011

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Alijó: Complexo de Piscinas Municipais reabre dia 03 de outubro

Em tempos de austeridade, o Pelouro do Desporto da Câmara Municipal de Alijó apresenta uma oferta a todos os munícipes bastante variada, permitindo usufruir de várias modalidades promotoras de saúde e bem estar a custos bastantes reduzidos.

À natação (desde a mais tenra idade até á idade sénior), à hidroginástica, passando pela aeróbica, step e pilates, este ano o Complexo Municipal das Piscinas também coloca à disposição dos seus frequentadores Fitnesskombat.

O Fitnesskombat é uma modalidade aeróbica previamente coreografada, inspirado em combinações de movimentos de braços e pernas de artes marciais como o boxe o Muay Thai o Tae Kwon Do, o jui jitsu brasileiro.

É uma modalidade estimulante que fortalece e tonifica todo o corpo ao mesmo tempo que queima grandes quantidades de calorias além de melhorar a sua capacidade cardiovascular terá também melhorias na coordenação, força muscular, postura, agilidade e flexibilidade.

As inscrições podem ser realizadas no edifício do Complexo das Piscinas Municipais de Alijó, de segunda a sexta-feira, das 09.00h às 12.30h e das 14.00h às 17.30h.

Consulte a tabela de preços e condições de utilização aqui:
 .

O Coração é Douro, mantenha-o em forma!


in http://www.cm-alijo.pt/
(26-9-2011)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ganham 50 euros por um dia nas vindimas do Douro

«Emigrantes, estudantes, imigrantes ou até domésticas, são muitos os que vão às vindimas para o Douro cortar uvas ou carregar cestos a preços que variam entre os 25 e os 50 euros por dia, noticia a Lusa.

Marta Assunção, 18 anos, emigrou para França mas aproveitou as férias na terra Natal, em Moura Morta, concelho do Peso da Régua, para ir «ganhar um dinheirinho extra» nas vindimas.

«É um trabalho que gosto de fazer e ainda por cima é divertido», afirmou.

A jovem está a cortar uvas na Quinta do Vallado, nas encostas do rio Corgo, onde ganha 25 euros por dia, com direito a comida e a descontos para a segurança social.

Eva Maria, 39 anos, também abandona os trabalhos domésticos durante o período das vindimas para ir cortar uvas.

«Não é um trabalho cansativo. Só temos que cortar uvas. O que se ganha é pouco mas vai dando para ajudar nas despesas lá em casa», salientou esta dona de casa, residente na cidade da Régua.

Dia de trabalho começa cedo

O dia de trabalho começa às 8h00 e acaba normalmente às 17h30. Homens e mulheres munem-se de tesouras para cortar as uvas, enquanto que um outro grupo de homens leva os recipientes de plástico carregados de uvas para os tractores e máquinas. Nesta quinta, os carregadores recebem 30 euros.

Francisco Ferreira, responsável pela gestão agrícola e administrativa da Quinta do Vallado, faz questão de ter os cerca de 40 trabalhadores todos regularizados, até porque nos últimos cinco vindimas já foram fiscalizados três vezes pela agora denominada Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).

«Durante o ano temos um grupo fixo de 20 pessoas a trabalhar para nós. Durante as vindimas contratamos mais cerca de 20 que vêm das terras aqui perto, algumas das quais são familiares ou vizinhos dos nossos funcionários», referiu o responsável.

Em Santa Marta de Penaguião, são pagos 29,5 euros por dia a quem corta e 32,4 a quem carrega os cestos até aos tractores ou carrinhas de caixa aberta, que depois levam as uvas para os lagares ou adegas.

Muitos imigrantes trabalham nas vinhas

Nas quintas deste concelho, são muitos os imigrantes que trabalham nas vinhas, na sua maioria romenos, alguns dos quais, segundo o presidente da autarquia, Francisco Ribeiro, vieram de propósito para as vindimas no Douro.

Um pouco mais acima, no concelho de Murça, a diária está a ser paga a 30 euros para as mulheres, 35 homens e 45 para os que transportam os cestos de uvas.

«Tradição» diferencia homens das mulheres

Não se percebe porque existe a diferenciação entre homens e mulheres que fazem exactamente o mesmo trabalho, mas, segundo o presidente da Junta de Freguesia do Candedo, Raul António, a «tradição é assim».

Já nas vinhas de Lamego, o salário médio diário é de 25 euros para os que cortam as uvas, mas atinge os 50 euros para quem carrega os cestos.

Falta de mão-de-obra

A falta de mão-de-obra leva muitas quintas da mais antiga região demarcada do Mundo a recorrer aos empreiteiros agrícolas, empresas especializadas em fornecer trabalhadores para as tarefas nos campos.

Carlos Almeida, da Quinta de Santo António de Adorigo, localizada no concelho de Tabuaço, disse à Lusa que foi precisamente a dificuldade em encontrar pessoas para trabalhar na vinha que o levou a recorrer ao serviço de um empreiteiro agrícola.

O serviço dos empreiteiros é pago por quilo de uvas cortadas a «preços que não se revelam por causa da concorrência».

Quem o diz é António Monteiro, proprietário da Agri-Penaguião, empresa que conta com um grupo de trabalhadores, que varia entre os 30 e 40, que vai fazer as vindimas em quatro quintas durienses.»


in TVI 24 online, 27-8-2011

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Alijó: Vindima de uvas para espumante antecipada duas semanas por causa do calor

«Alijó, 18 ago (Lusa) -- A produtora de vinhos Caves Transmontanas, instalada no planalto de Alijó, em pleno Douro, antecipou em cerca de duas semanas a vindima de uvas para espumantes devido ao calor intenso que adiantou as maturações.

O enólogo Celso Pereira interrompeu as férias porque este ano as uvas atingiram mais cedo os índices de acidez e de PH (indicador de acidez, neutralidade ou alcalinidade) ideais para a produção de espumantes, o principal produto desta empresa.

Segundo explicou, normalmente a vindima faz-se entre a última semana de agosto ou a primeira de setembro. Só que o intenso calor sentido na região, principalmente no mês de junho, adiantou "bastante a maturação".»


Lusa, 18-8-2011